Tens a intensidade de um final de tarde vivido e sentido em New Orleans.
Os sons entranhados de soul a retombar em cada melodia…
As fragrâncias de especiarias que aromatizam a humidade no ar…
O calor a traduzir na pele a textura das vontades da alma, no corpo…
O amargor do álcool cortado pelo paladar de uma dulcificada boca alheia…
A cor rubra da noite a manchar gradualmente o horizonte, criando expectativa…
New Orleans… Apenas, New Orleans.
Como posso eu desejar ser abraçado por algo tão grandioso e violento?
Talvez não deva deixar respirar esta ilusão para além dos limites raianos da minha imaginação.
Que se foda New Orleans que se foda o Bairro Francês!
Terei sempre New-York, terei sempre o Harlem!

Julho 1945
Sol Mata Lua.
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